domingo, 14 de março de 2021

Bispos do Marajó defendem a vacina contra o Coronavírus e criticam as fake News



Em carta conjunta escrita por Dom Teodoro Mendes Tavares e Dom Evaristo Pascoal Spengler, respectivamente bispos de Ponta de Pedras e da Prelazia do Marajó (com sede em Soure), dirigida ao povo de Deus dos municípios marajoaras, os dois bispos exaltaram o papel da ciência, a qual, segundo eles, teve uma função crucial no combate à pandemia do Coronavírus, o que resultou na elaboração de vacinas em tempo recorde.

As vacinas, defendem os bispos, já se comprovaram seguras e eficazes e são a única forma possível para combater o coronavírus, salvar vidas e recuperar a vida econômica e social. Ainda sobre a vacina, os bispos defendem que seja gratuita, justa e abrangente, e que haja desvios nas prioridades visando atender pessoas por causa de seus cargos e posições, mas que se se siga a tabela de prioridades já estabelecida. 

Outro ponto tocado na carta são as Fake News, as notícias falsas que se disseminam com grande velocidade na internet e cujas consequências são desastrosas e, em boa parte das vezes, irreversíveis. Em relação à pandemia, as fake news são capazes de induzir muitas pessoas ao erro, o que pode ser fatal.

Levando em conta o fato de que ainda vai levar um tempo para que a maioria da população seja imunizada e que se alcance a imunidade comunitária e coletiva, os bispos aconselham a população a continuar seguindo as medidas protetivas como o uso de máscaras, o distanciamento social, a lavagem constante das mãos e o uso de álcool em gel. 

Citando o Papa Francisco, que disse que: “vacinar-se não é uma opção, é uma ação ética, porque está em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a vida dos outros”, os bispos exortam seus fiéis a seguirem as recomendações das autoridades sanitárias e governamentais e que se vacine, quando chegar a sua vez. Por fim, os bispos pedem a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, rainha e padroeira da Amazônia, junto a Deus. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Com 8.696 votos, Biri Magalhães é eleito Prefeito de Muaná


 

Em uma eleição emocionante e cheia de nuances, Eder Azevedo Magalhães (PSC) saiu vencedor do pleito municipal, somando um total de 8.696 votos, o que representa 41,48% dos votos válidos. Nenhum outro prefeito eleito de Muaná já havia alcançado tais números.

Biri Magalhães, como é conhecido no município, é o atual prefeito de Muaná, tendo ascendido ao cargo após o afastamento de Murilo Guimarães, prefeito eleito em 2016 na chapa que tinha Biri como vice. Ao vencer o pleito do último domingo (15/11), Biri terá mais quatro anos a frente do executivo municipal.

A principal adversária de Biri nestas eleições foi a candidata do Republicanos, Irá Pimenta, que terminou em segundo lugar, angariando 8.076 votos, 38,52%, saindo derrotada pela quarta vez consecutiva em uma eleição para a Prefeitura de Muaná. Os demais candidatos foram Rogers Cunha, do MDB, que conseguiu 2.364 votos, (11,28%) e o estreante Vilson Osni, do AVANTE, que recebeu 1.829 votos (8,72%).

Biri nasceu em Muaná em 18 de janeiro de 1970, filho do conhecido empresário Francisco Magalhães, um dos homens mais ricos de Muaná. Seu pai ostenta também uma longa carreira na política, tendo sido vereador por alguns mandatos e vice-prefeito enquanto Ortência Guimarães era prefeita; em 2004 se candidatou à Prefeitura, tendo sido derrotado por Raimundo Cunha, o Serrote. A carreira política de Biri começou em 2012, quando se candidatou ao cargo de vereador, tendo terminado como o mais votado ao alcançar a marca de 1.053 votos, sendo até hoje o segundo vereador mais bem votado da história de Muaná (o primeiro é Jorge da Costa Valente, o Bola, que em 2008 recebeu 1.056 votos).

Tendo sido eleito como aliado de Cidinho Palmeira, do PMDB, que foi o candidato derrotado em 2012, Biri logo tratou de aliar ao prefeito eleito, Murilo Guimarães, firmando uma aliança que culminaria na chapa formada pelos dois para o pleito de 2016, sendo Murilo titular e Biri o vice. A aliança, entretanto, durou pouco. Quando se deu início à maior crise política da história de Muaná, com sucessivos afastamentos e reconduções de Murilo ao cargo, os dois romperam e iniciaram uma guerra política, jurídica e de difamações. Guerra que pelo que tudo indica foi vendida por Biri, tendo em vista que é ele que está no cargo atualmente.

Para 2020 a candidatura de Biri era quase certa. Afinal, ele tinha conquistado as graças de boa parte do eleitorado insatisfeito com o governo de Murilo, e assim se sucedeu. O escolhido para ser vice foi Aluizio Barbosa, e como base de apoio nomes de peso na política muanense como Guilherme Kalif, Gilmar Nunes, Caco Teixeira, Jean Randel, etc. A principal adversária desde o início ficou claro que seria Irá Pimenta, afinal ela tinha firmado alianças de peso e tinha ao seu lado uma poderosa e barulhenta máquina de campanha. Foi o que aconteceu.

O outro grupo que poderia oferecer perigo (só poderia, mas não ofereceu) era o grupo do 15, que, para 2020, firmou uma polêmica e impopular aliança com o grupo dos Guimarães. Talvez essa aliança tenha sido o motivo para tantos dissidentes que aderiram ao grupo de Biri ou de Irá.

Na Câmara dos Vereadores, a coligação à qual Biri faz parte elegeu 5 representantes, contra 4 do grupo da Irá, 3 do grupo de Rogers e 1 do de Vilson.

domingo, 18 de outubro de 2020

É Círio de Nazaré em Muaná

 


Grande número de católicos saiu às ruas de Muaná em seus veículos para participar da carreata em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré no último dia 18 de outubro, terceiro domingo mês.

O Círio de Muaná acontece tradicionalmente um domingo após o Círio de Belém e é a maior festa religiosa do município, reunindo fiéis da cidade, do interior, de Belém e de outras cidades. Fieis que se reúnem para prestar suas homenagens ao título mariano mais popular do norte do Brasil.

Devido às orientações sanitárias relacionadas ao Coronavírus, o Círio 2020 teve que ser pensado em vista de não infringir essas orientações, por isso não foi realizada a procissão que todo ano acontece, como a imagem e o povo saindo do porto Mocajatuba e percorrendo algumas ruas de Muaná até chegar ao Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, prédio que se destaca na paisagem muanense pela arquitetura peculiar.

Terminada a carreata, deu-se início a uma missa presidida pelo bispo Dom Teodoro Mendes Tavares, nascido em Cabo Verde, país da África e que tem o português como idioma. Dom Teodoro é bispo de Ponta de Pedras, diocese que abrange a paróquia de Muaná.

Após as missas, os organizadores da festividade estarão sempre vendendo comidas típicas, em vista de angariar fundos para o Santuário Diocesano.

domingo, 11 de outubro de 2020

O cenário político-eleitoral 2020 em Muaná

 


2020 está sendo um ano muito estranho. O mundo inteiro se viu diante da avassaladora pandemia do Coronavírus, que mudou radicalmente o cotidiano de todos. 2020 também é ano de eleições municipais, em que os brasileiros saem às urnas para eleger os seus prefeitos e vereadores. Em MUANÁ, por volta do mês de agosto, o cenário eleitoral estava formado, e com algumas novidades importantes.

Nas últimas eleições em Muaná, estavam consolidados três grandes grupos políticos, que disputavam as eleições para prefeito com chances reais. Algumas vezes apareciam outros candidatos, mas que sempre corriam por fora e recebiam votações inexpressivas. Pois bem, para melhor descrever esses grupos é melhor classifica-los por cores  e não por partidos. Esses grupos são: o azul, o amarelo e o vermelho.

O azul foi representado nas ultimas quatro eleições pelo PMDB (hoje MDB), cuja liderança está com a família Cunha. Em 2004 e 2008, Raimundo Cunha, o Serrote, venceu as eleições para prefeito por esse grupo; em 2012, alguém de fora da família Cunha, o então vereador Cidinho Palmeira, disputou a eleição para prefeito e  terminou em segundo lugar; em 2015, o filho do Serrote, Rogers Cunha, foi lançado candidato a prefeito pelo grupo, e terminou em terceiro lugar.

O outro grupo é o amarelo. Em 2004, foi lançado candidato por esse grupo o então vice-prefeito de Muaná, Francisco Magalhães, conhecido comerciante muanense e um dos homens mais ricos do município, que concorria pelo PSDB. Magalhães era vice no mandato de Ortência Guimarães, matriarca da influente família, que terminava seu segundo mandato como prefeita. Magalhães perdeu a eleição para Serrote, seu cunhado. Em 2008, o grupo amarelo, agora mais identificado com o PR (atual PL), lançou alguém da própria família Guimarães, Sérgio Murilo, formado em ciência política e que já havia sido secretário de educação na gestão de sua mãe. Como vice, Murilo tinha Arlindo Marques, o impopular presidente da Colónia dos Pescadores. Foi um fracasso. A chapa terminou em terceiro lugar com pouco mais de 3 mil votos. Em 2012, Murilo fez importantes alianças e ganhou a eleição, fazendo a prefeitura voltar para a prefeitura voltar para as mãos dos Guimarães depois de 8 anos. Em 2016, vivemos a eleição mais acirrada da história em Muaná, com Murilo conseguindo a reeleição por nove votos de diferença em relação à segunda colocada.

O grupo vermelho era o PT, que desde sua fundação em Muaná era uma força pulsante, mas que não conseguia alcançar o cargo máximo do município. Em 2004, o grupo apostou no nome de Ataíde Lobato, conhecido nome da esquerda muanense. Terminou em terceiro lugar. Em 2008, foi lançada como candidata a professora e então vereadora Iranilda Pimenta, que conseguiu passar pra trás os Guimarães e terminar em segundo lugar. Em 2012, mais uma vez é lançado o nome de Irá, tendo como vice o então pároco da Paróquia São Francisco de Paula, Pe. Mateus; a chapa terminou em terceiro lugar. Em 2016, o cenário mudou significativamente: Irá saiu do PT e se filiou ao PRB (hoje Republicanos). Isso foi um baque mais para o PT, que praticamente morreu em Muaná, deixando de ser um protagonista e se tornando um mero coadjuvante sem expressão. Nesse ano, Irá perdeu a eleição por nove votos. Passou raspando.

Feito esse breve retrospecto sobre os três grupos que dominaram a política muanense até 2016, vamos apresentar o novo cenário com os candidatos de 2020, pois a configuração mudou e mudou muito. Vamos apresentar cada chapa:

Biri Magalhães- PSC/20 (coligação com PT, PROS e PSB. Vice: Aluizio)







A história de Éder (Biri) Magalhães na política é interessante. Filho ex-vice-prefeito Magalhães, Biri se lançou como candidato a vereador em 2012 e foi o mais votado daquele pleito, com 1053 votos. Nessa eleição era aliado do grupo do azul, mas como este perdeu, Biri logo tratou de se aliar ao grupo ganhador, do Murilo. Assim começou a “história de amor” entre os dois, que resolveu na chapa que disputou a eleição em 2016, com Biri sendo vice. Com a vitória da chapa, após um ano de governo, deu-se início à maior crise política da história de Muaná, com o rompimento entre Biri e Murilo (acabou o amor) e constantes revezamentos entre os dois no cargo de prefeito. Quando assumia o cargo, Biri formava seu gabinete com pessoas ligadas ao grupo azul e ao grupo vermelho, conseguindo apoiadores para si.

Em 2020, Biri estava forte politicamente. Com algumas ações a frente da prefeitura, conquistou a simpatia de muitos populares. A candidatura era inevitável e foi o que aconteceu. Ele não estava por nenhum dos tradicionais grupos. Formava uma chapa nova, tendo como apoiadores principalmente pessoas advindas do vermelho e do azul.

Irá Pimenta- Republicanos/10 (coligação com PSD e Progressistas. Vice: Bruno do Salmista)






Irá Pimenta está disputando pela quarta vez a eleição para a prefeitura de Muaná. Seu nome foi o mais forte do PT enquanto esteve no partido. Quando saiu, deixou o partido sem um nome de expressão. Em meados de agosto deste ano, foi tornada pública sua aliança com o vereador Bruno Nunes, o Bruno do Salmista. Essa aliança daria novos rumos para as eleições, pois com Bruno vieram nomes que até então eram alinhadas com o grupo do Murilo como Ronny Brabo, Heider Nunes, Marinho Gouvea, Sargento Bentes, etc. Irá, que antes era vermelha, desde 2016 é verde; que antes era 13, desde 2016 é 10.

Além de trazer para seu lado lideranças expressivas que eram do lado do Murilo, Irá conta com o apoio de dois dos maiores empresários de Muaná: Sabá Pimenta, nome importante do ramo do açaí, imóveis e navegação; e Chamundo Nunes, dono das empresas Salmista, líder em navegação e importante no comércio.

Rogers Cunha- MDB/15 (coligação com o PL e DEM. Vice: Isaac Nogueira)







Certamente esta é a chapa mais polêmica dessas eleições. E porque polêmica? Porque nas eleições passadas os grupos amarelo e azul travavam verdadeiras batalhas pelo voto, com acusações públicas e competitividade a flor da pele. E em 2020, eles simplesmente... se aliam, com direito a Serrote e Murilo entrando quase abraçados na convenção partidária.

O principal motivo para a aliança é que os dois grupos estavam muito enfraquecidos. O MDB viu muitos apoiadores irem para o lado do Biri. Murilo viu muitos dos seus migrarem para o lado da Irá. Além do mais, toda a crise política e as mudanças constantes de prefeito, somadas ás acusações de corrupção degastaram fortemente a imagem de Murilo. E tem outra coisa: Rogers não é Serrote. Apesar de ser o filho que Serrote escolheu para o substituir, Rogers não tem o carisma político, a lábia e a habilidade do Pai, não consegue se sustentar sozinho. Impossibilitado de se lançar como candidato, Murilo não tinha um nome forte no seu grupo, tinha apenas nomes medianos como Isaac, Kewin, Cláudio Jr., Guilherme Cobel. Se os dois grupos lançassem candidaturas separadas, poderiam perder feio e vergonhosamente. Veio a aliança. Aliança que deixou muitos boquiabertos. O fato é que a chapa conjunta ganhou um pouco mais de competitividade e fôlego e DINHEIRO.
____________________________________

Então, o espectro político partidário tradicional muanense foi completamente desfigurado, com o surgimento de grupos novos, dinâmicos, com o intercâmbio de lideranças entre os grupos.

Como dito anteriormente, as candidaturas que surgiam fora do grupo dos três grandes sempre corriam por fora. Em 2020, porém, surge uma quarta candidatura que merece atenção.

Vilson Osni- Avante/70 (coligação com Podemos e Patriotas. Vice: João Bosco)












Natural de Santa Catarina e morador de Muaná há 13 anos, Vilson veio para nossa cidade com o objetivo de comandar a Inamarú Alimentos, maior empregadora privada do município. Com uma destacada administração, conseguiu resultados positivos pela fábrica. Após uma aliança com João Bosco (que havia se lançado a prefeito na eleição passada), Vilson decidiu se lançar em uma empreitada nova. Com propostas ousadas, visando descentralizar a geração de emprego por parte do poder público, Vilson tem investido pesado na campanha, tanto através do marketing nas redes sociais, quanto com as visitas pelo interior. Sua chapa tem vários candidatos a vereador, inclusive contando com o apoio do representante da tradicional família Pires (do finado Rubens Pires. Será que Vilson consegue um resultado expressivo.
______________________________

Essa é a análise do atual cenário político-eleitoral muanense, sob responsabilidade única do autor do texto. Aberto a comentários...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Santuário de Nazaré realiza mais um Círio de sua padroeira em Muaná



O Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Nazaré, em Muaná, realizou a edição 2017 do Círio de sua padroeira, com fervorosa adesão popular e muitas homenagens por parte dos órgãos municipais.

A procissão começou por volta das sete horas e foi antecedida por uma missa na capela da comunidade do Mocajatuba, presidida pelo Pe. Raimundo Pereira Lima, que está em Muaná há alguns poucos meses. A procissão seguiu o seu longo percurso, indo primeiramente pela Estrada Pedro Ferreira (trecho mais dificultoso por causa da poeira muito densa), depois seguiu por outras ruas muanenses até chegar ao santuário, onde foi celebrada a missa da chegada.


A programação continua durante a semana e as  missas serão presididas por alguns sacerdotes convidados. O Círio de Nazaré é a maior festa religiosa do município e tem grande impacto na economia e também na cultura. O próprio clima da cidade muda com a realização dessa grande festa.

Fonte: Blog O Muanense.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Muaná receberá segunda peregrinação ao Santuário de Nazaré


O Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Nazaré vai receber pela segunda vez a peregrinação diocesana, que acontecerá nos dias 27 e 28 de maio. Em 2016, a peregrinação contou com a presença da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, este ano, vai receber a visita da de Nossa Senhora Aparecida.

A programação contará com a presença do bispo diocesano, Dom Teodoro Mendes Tavares e dos padres da diocese de Ponta de Pedras, além de muitos fiéis vindos das cidades do Marajó, do interior de Muaná e de Belém e arredores.


28 de maio é um dia muito especial para os muanenses, que comemoram neste dia a Adesão de Muaná à Independência do Brasil, fato lembrado anualmente com os atos cívicos promovidos pelo poder público municipal. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Hino de Muaná

Confira o hino oficial do município de Muaná, composto pelo poeta muanense Genésio dos Santos Martins.

Muaná, Muaná, levanta hoje teu brado
Aos filhos teus - heróis da liberdade
O centenário que a se desdobrado
Bravura afirma dessa lealdade

Relembra agora como nesta praça
Velho arvoredo aos altos céus alados
Foi testemunha de que o povo em massa
Num só ideal estava congregado!

Trêmula e branca uma bandeira linda
Alçada em gestos firmes de louvor
Mostrava a face de uma era vinda
De paz, de glória, liberdade, amor

Lá do Ipiranga, rio pequeno e mudo
O brado ingente de D. Pedro forte
Tornou-se aqui em Muaná o escudo
Daqueles homens sem temor à morte

E proferindo a decisão bendita
Da sacrossanta e pura independência
Padrão dourado, dessa glória invicta
Legaram-nos a nossa consciência!

Exulta pois ó meu Muaná querido
- Que os filhos teus não medem sacrifício
Esse padrão por nós será mantido
...Nunca terás a figura do exício

Resenha do livro "Ave, Marajó!" do escritor muanense José Maria de Lima

O autor

A literatura regionalista é uma constante em todo o universo das letras no Brasil. São muitos os autores que resolvem usar seus escritos para divulgar as características do seu lugar, sua natureza, o povo, os costumes, o modo de falar, as mazelas sociais, as belezas naturais. Em seu romance “Ave, Marajó!”, o escritor José Maria de Lima se valeu desse estilo para revelar, com minuciosos detalhes, os aspectos mais significativos de sua terra natal, o Marajó.

José Maria de Lima nasceu no município de Muaná, localizado no maior arquipélago flúvio-marítimo do mundo, em 1933. Com graduação em pedagogia, o escritor sempre se interessou por registrar no papel as características de sua terra, repleta de contradições. Com tramas que retratam o cotidiano e os conflitos do povo marajoara, é transmitido um pouco de sua essência. Recebeu o premio Samuel Wallace Mac-Dowell da Academia Paraense de Letras, além de ter recebido menção honrosa no Premio Dalcidio Jurandir 2012 na categoria romance.
A capa do livro


Antes de iniciar a história, o autor faz uma descrição em prosa, mas com características poéticas, em que ele apresenta aspectos naturais do Marajó, tratando a ilha quase como se trata uma pessoa, dotada de sentimentos e atitudes. Com esse capítulo deslocado da história, o autor visa introduzir no cenário em que se passarão os acontecimentos e criar um laço de familiaridade com as características naturais do local, dessa forma, o autor, desde já, imprime uma das principais marcas de sua obra, a divulgação do Marajó.

A protagonista da história é Regina Glória, uma jovem professora que é apresentada no primeiro capítulo. Regina pertence a uma rica família, seus pais são José e Julieta Silveira Borborema; os três são frequentadores assíduos da alta sociedade de Belém do Pará, onde moram.

A vida cheia de luxos e requintes da jovem muda quando ela conhece Jorge Ramires, um rapaz que tinha sido enviado para estudar na capital e que era natural da Ilha do Marajó, sobre a qual Regina Glória, até então, só ouvira falar. Os dois se apaixonam instantaneamente e iniciam um namoro que, mesmo sob os olhares preconceituosos da sociedade e desconfiados da família da jovem, acaba culminando com o casamento dos dois. Foi tão intenso e tão rápido que, pouco tempo depois de se conhecerem, o casal tinha a impressão de terem vivido juntos a vida inteira.

Na relação entre Ramires e a família de sua amada, o autor aborda o tema do preconceito social praticado pelas classes dominantes. Ramires não é pobre, sua família possui muitas terras no Marajó, porém o rapaz teve uma criação interiorana, seus traços rústicos e despojados lhe são muito fortes, e isso incomoda muito os pais de Regina, os quais queriam um marido fino e elegante para a filha.

Regina vai morar com o amado no lugar onde ele se criou, o estranhamento inicial foi muito grande, a jovem era uma pessoa extremamente acostumada com vida urbana, mas a paixão do casal foi mais forte e eles passaram a enfrentar juntos todas as dificuldades e, aos poucos, a moça da cidade grande vai se adaptando com a vida na fazenda. Regina passa a ajudar na administração da propriedade. Usando de seus conhecimentos, ela opina sobre a criação do gado, a forma de lidar com os empregados, até mesmo a alimentação dos criados é observada pela professora.

A vida do povo simples do Marajó é retratada fielmente pelo autor, que revela toda a exploração e ignorância em que vivem os habitantes daquela terra. O livro ganha um caráter histórico-social quando reflete sobre as possíveis causas e soluções para a situação do povo pobre do Marajó.

A vida do casal percorria um caminho de normalidade, com os dois cuidando dos negócios da fazenda, até que uma ideia surge na cabeça da esposa. Já há um bom tempo no Marajó, Regina não conhecia bem a história do lugar, os conflitos, as pessoas ilustres, os acontecimentos importantes. Visando desenvolver um aprofundado trabalho de pesquisa sobre o local e usando de toda a metodologia aprendida nos estudos acadêmicos, a curiosa exploradora sai em busca de tudo o que puder lhe trazer informações que interessam ao seu objetivo e, para isso, ela entrevista pessoas, consulta documentos, compara dados; todos os procedimentos que uma profissional da área precisa realizar para alcançar o objetivo de sua pesquisa.

Usando do projeto de Regina, o autor conta algumas histórias do Marajó, histórias essas que, se são verdadeiras ou inventadas, pouco importa, suas riquezas estão no conteúdo que varia do cômico ao ridículo, do dócil ao amedrontador. As narrativas que, em sua maioria, tem grandes proprietários de terra como protagonistas, ainda hoje povoam o imaginário do povo marajoara.

A história sofre uma grande reviravolta quando Regina tem de regressar à Belém para acompanhar a mãe em uma cirurgia e cuidar dela enquanto estiver convalescente. Tendo de se reacostumar com o ritmo da cidade grande, Regina tenta reviver seu tempo de solteira. Entre um evento e outro, ela acaba se envolvendo com um famoso médico, o mesmo que fez a cirurgia em sua mãe. Mesmo atormentada pelo sentimento de culpa, a jovem mergulha fundo no caso com o doutor.

Esse acontecimento da trama explicita bem a hipocrisia da classe dominante na sociedade belenense, a mulher casada, que é respeitada por pertencer a uma tradicional família, acaba envolvendo-se com um homem que também é casado e que também é admirado pela sociedade, ambos são frequentadores da alta sociedade. Os pais de Regina, apesar de aparentarem um sólido casamento, também praticam o adultério mutuamente, o que revela a vida de fachada e aparências que levam.

Para surpresa da protagonista, ao voltar para o Marajó, ela descobre que o marido, assim como ela, tinha se envolvido em um caso extraconjugal, e que estava gastando fortunas para manter a amante. Sentindo-se moralmente impedida de julgar o marido, Regina adota uma postura de compreensão para com ele, visando salvar o casamento tão afetado pela infidelidade de ambos. Mas o estrago foi grande demais, Ramires estava perdidamente apaixonado pela amante e, mesmo depois de ela ter casado com um fazendeiro rival, o obstinado esposo de Regina não desistia de reconquistar a ex-concubina.

Toda essa paixão só podia acabar em tragédia, Ramires acabou sendo assassinado pelo marido da mulher que queria conquistar, a notícia de sua morte espalhou-se pela região e gerou uma grande comoção entre as pessoas, pois apesar das últimas atitudes descontroladas, Ramires tinha a admiração de boa parte da população.

A morte de Ramires revela outro aspecto sobre o Marajó que o autor queria ressaltar, a violência nos campos e suas causas que, na maioria das vezes, são brigas por terra. Na trama, o motivo foi uma mulher, que no início da narrativa apareceu como a inocente filha de um vendedor ambulante árabe, mas que acabou arrebatando o coração de muitos homens e, por isso, tornou-se motivo de discórdia.

Atormentada pela dor de ter perdido o marido e sentindo-se culpada, Regina sofre muito com o acontecido. Os empregados da casa percebem o estado da patroa e tentam fazer alguma coisa para fazê-la voltar ao normal, porém nada pode apagar os questionamentos da mulher; e se ela não tivesse traído o marido? E se tivesse sido uma companheira mais dedicada e atenciosa? Tudo isso perturba Regina e a faz pensar em uma forma desviar sua atenção para outra atividade.

A jovem fazendeira tem uma atitude ousada, entra na Associação dos Criadores de Gado do Marajó, uma entidade até então dominada por homens. Com sua aguçada habilidade de oratória e sua beleza encantadora, rapidamente Regina assume uma postura de liderança, o que facilita para que ela exponha seus ideais inovadores sobre a pecuária no local.

Foi nessa associação que Regina conheceu um fazendeiro conhecido como Duca Malato, foi através dele que ela teve notícia de uma pessoa que podia realizar o desejo que estava guardado do mais íntimo do seu coração. Desde que Ramires morreu, Regina procurava uma forma sobrenatural de entrar em contado com o marido, Duca Malato conhecia um famoso médium chamado Raimundo Nonato. Foi através do curioso “pajé” que a protagonista da história pode, finalmente, entrar em contato com seu falecido cônjuge, esclarecer suas dúvidas e desculpar-se pelos erros cometidos.

A história que, durante todo seu desenvolvimento, segue uma linha racionalista, no final, camba para o sobrenatural, revelando seres míticos e explicações fantásticas para os acontecimentos naturais. Isso também retrata o misticismo que ainda povoa a mente de boa parte do povo marajoara.

O romance de José Maria de Lima, por se enquadrar no regionalismo, ressalta as características do Marajó, mas também apresenta histórias que são comuns a várias realidades, além do mais, o autor imprime um humor torna a leitura agradável. Por esses motivos e por muitos outros, “Ave, Marajó!” se apresenta como uma ótima leitura.     

sábado, 29 de outubro de 2016

Missa de corpo presente do Cônego Jaime em Muaná




Familiares e amigos do cônego Jaime Barbosa Sidonio participaram da missa de corpo presente na Igreja matriz de São Francisco de Paula, presidida pelo bispo Dom Teodoro Mendes Tavares.


Na ocasião, muitas pessoas se emocionaram ao lembrarem-se da bonita trajetória do cônego Jaime que era uma muanense com orgulho e que sempre se lembrava de visitar sua terra. O sepultamento ocorreu logo após a celebração e foi acompanhado por um bom número de pessoas que rezavam pela alma do sacerdote.


Fonte: Blog O Muanense

Adalcinda Camarão: uma genuína muanense

Se existe uma mulher que enche os muanenses de orgulho, esta é Adalcinda Camarão. A Poetisa nascida na Flor do Marajó ganhou o mundo, é membro eterno da Academia Paraense de Letras, e morou por mais de 40 anos nos Estados Unidos, fazendo diversos trabalhos, desde professora de língua portuguesa para estrangeiros, até funcionária da embaixada brasileira em Washington.

 

Sua data de nascimento ela nunca se preocupou em revelar, porém é muito provável que tenha sido no mês de julho, e por isso o blog fará essa humilde homenagem a esta que foi e é uma das maiores personalidade do Marajó.

 

Certamente a poesia é o feminino que encontra no masculino do poema um casamento perfeito. União fértil da qual o lirismo é sempre o fruto maior. Quando o traço da poesia fecunda o espírito de uma mulher o resultado quase inevitável é a própria tradução de encanto. E tudo isso pode ser provado com o legado de Adalcinda.

Foi num reino todo singular que essa dama das letras nasceu. No reino absolutamente verde e misterioso da ilha das ilhas: o Marajó. Uma serena e acolhedora Muaná fez-se seu berço. A data? Ela nunca viu necessidade de revelar. Dizia apenas que tinha sido num mês de julho. Numa época outra. Num tempo bem mais melódico. Adalcinda Magno Camarão Luxardo foi uma das filhas do meio de João Evangelista de Carvalho Camarão e Camila de Brito Magno Camarão. 'Minha mãe era uma mulherzinha tão bonita', ela suspirava ao falar. E fazia questão de garantir: 'Meu pai também era um homem muito interessante'. Uma família grande: treze irmãos. Por parte materna, o orgulho de descender da célebre figura de Santa Helena Magno. O versificar parecia já vir como um fator de herança sangüínea.

 

VERSOS RASGADOS

O repertório de imagens ribeirinhas oferecido por Muaná e seus entornos se instalariam nas íris de Adalcinda e não demorariam a despertar a vontade de escrever. O que começaria a se materializar a partir de seus dez anos de idade. Vocação que a família, de início, não veria com bons olhos. Com um riso fugaz nos lábios, a autora chegou a revelar: 'Rasgavam todos os meus escritos. Meu irmão mais velho dizia que não queria uma mulher intelectual em casa'.

Veio o tempo de freqüentar o curso ginasial. Adalcinda e seus pais se mudaram para Belém. Como rezava a boa tradição da época, ela começou a cursar o grupo escolar com um objetivo já definido: tornar-se professora. Aquela era, por excelência, a profissão que as meninas bem encaminhadas deviam seguir. Décadas mais tarde, todavia, ela admitiria: 'Meus pais me queriam professora e assim aconteceu: eu me fiz professora. Um título apenas'.

 

FERTILIZAÇÃO

A faceta de poetisa começaria a ser fertilizada numa época em que a arte brasileira vivia os sopros do novo, mergulhava numa profunda reverência ao valor nacional. Ventos trazidos pela revolução estilística iniciada na semana de 1922, em São Paulo. Era o período da ebulição do modernismo. Os versos de Adalcinda, de algum modo, banharam-se nesse apelo. Floresce em suas aptidões um versificar em sintonia com esses novos ares. Um tom poético liberto do preciosismo do passado, mas fiel à melodia da palavra. Um modo sereno e, ao mesmo tempo, pungente de criar estrofes.

Em Belém, era efusivo o cenário literário. Adalcinda é um dos pioneiros toques femininos nos ciclos da intelectualidade local. A geração atuante a qual pertenceu, fez surgir na cidade uma considerável quantidade de revistas literárias. Foi justamente na redação de uma destas publicações, a célebre 'A Semana' que, aos dezesseis anos, conheceu o cineasta Líbero Luxardo. 'Um encontro casual. Eu costumava freqüentar a redação, cantava nas rodinhas de violão que eles faziam. Naquele dia, eu tinha ido buscar um magazine e nos encontramos'. A escritora e o homem das telas se casaram e tiveram um filho: Tom. 'Além de seu conhecido encantamento pelo cinema, Líbero também gostava muito de escrever. Aliás, ele tinha uma facilidade imensa para criar textos. Mal acabava de passear por um tema, já estava debruçado sobre outro'.

 

ACADEMIA

Em 1949, um fato marcante na trajetória da poeta. A despeito da pouca idade, Adalcinda é eleita para ocupar a cadeira de número 17 da Academia Paraense de Letras. Posto cujo pioneiro ocupante fora Felipe Patroni. Um feito notável. Sobretudo, pelo fato de que – após a também paraense Guilly Furtado – Adalcinda era uma das primeiras mulheres a preencher vaga em academias literárias no Brasil. Ela chegou a anteceder Raquel de Queiroz, a primeira na Academia Brasileira. Sua posse ocorreu no dia 25 de janeiro de 1950. 'Eu me recordo que estava muito nervosa. Achava que não ia conseguir fazer o discurso. Cheguei a pensar em não comparecer a cerimônia. Mas o Líbero, com toda sua calma, disse que eu não me preocupasse, que eu apenas fosse até lá e deixasse tudo transcorrer naturalmente.

Adalcinda acabaria fazendo com que seus ditos cruzassem várias trincheiras. Escreveu para rádio, teatro e para diversos jornais. Na década de 50, mudou-se para os Estados Unidos por conta de uma bolsa de estudos. No ano de 1960, instalou na Georgetown University o Departamento de Português, no qual lecionou Literatura do Brasil e de Portugal.

 

A última estrofe do viver de Adalcinda foi escrita em 17 de janeiro de 2005. Um adeus de quem fica. Como é comum acontecer aos eternos. As grandes poetas são, de fato, mulheres sem tempo certo no tempo. Mesmo que o tempo de hoje lhes traga desagrado. Antes de se tornar letra no horizonte, ela desabafou: 'Não gosto desses arranha-céus no centro da cidade'. Que doce contradição: hoje é a alma dessa rara paraense que arranha todos os céus. Quando o eterno encontra os dedos de uma dama, a única motivação que a escrita recebe é a de executar o belo. E é justamente por tudo isso que a melhor palavra para encerrar qualquer dito sobre Adalcinda Camarão é... beleza.

 

"Quando se nasce para ser eterno Morrer é uma especulação" (Adalcinda Camarão)

 

Fonte: Blog do Heider Nunes e Amazônia Jornal

Escritor muanense lança livro de poemas





O escritor muanense Sebastião Tavares Moraes lançou o seu livro de poemas chamado “Meninos Canoeiros e outros poemas” no dia 25 de outubro de 2016 no auditório do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS). 

O poeta continua vendendo exemplares da obra pelo valor de quinze reais. É muito gratificante saber que Muaná tem muitos artistas talentosos e que lutam para divulgar suas obras, Sebastião Tavares não teve apoio cultural, mas mesmo assim publicou sua obra, parabéns ao poeta.

Nestlé apoia jovens empreendedores muanenses


 treinamento-nestle (Foto: Marcos Credie)

O produtor Murilo Felipe Martins tem um brilho nos olhos quando fala do empreendimento iniciado aos 16 anos, quando arrendou uma área de 4 hectares de seus pais, no município de Muaná (PA), para explorar os açaizeiros nativos de uma forma rentável.



nestle-treinamento-felipe (Foto: Marcos Credie)
Murilo Felipe, estudante e produtor de açaí (Foto: Marcos Credie)
Hoje, aos 23 anos, ele lembra que o pai chegou a dizer que produzir açaí era perda de 
tempo, mas sua persistência resultou numa área de 30 hectares, inclusive com barco próprio para escoar a produção.

 Murilo Felipe, que é universitário do curso de letras, produzirá neste ano 57,4 toneladas de açaí, quase o dobro das 29,4 toneladas produzidas no ano passado. No próximo ano pretende colher 84 toneladas.


A maior despesa do produtor é com a mão de obra para limpeza dos açaizeiros, a fim de impedir o avanço no mato. A adubação é natural, com os resíduos da floresta que as águas carregam para as margens dos rios. A colheita é feita com base na parceria ou sistema de meeiro.

Murilo, que aprendeu tudo na prática, é um dos doze jovens de Muaná selecionados para participar de um projeto desenvolvido no município pela Nestlé. “Com viés de aceleração de empreendedores locais no segmento de alimentação e nutrição, o objetivo é fomentar a geração de emprego e renda na Ilha de Marajó”, diz a empresa.
nestle-treinamento-maikson (Foto: Marcos Credie)
Maikson Batista, biólogo e produtor de açaí (Foto: Marcos Credie)

O produtor de açaí Maikson Batista do Nascimento, 29 anos, também foi selecionado para o projeto. Ele começou na atividade em 2014, explorando 250 hectares de açaizeiros, numa fazenda de 645 hectares, onde trabalha com os pais e dois irmãos. Maikson, que é formando em biologia e trabalha em duas prefeituras da região, quer ter condições de se dedicar apenas à produção.

No programa, a Nestlé conta com a parceria do Centro Universitário do Pará (CESUPA), responsável pelos levantamentos de campo nas comunidades e seleção dos jovens. A consultoria Yunus Negócios Sociais, outra parceira do projeto, responde pela área de treinamento dos jovens, sobre como planejar para transformar as ideias em negócios, a fim de gerar emprego e renda.

 A multinacional explica que o programa “Nutrindo os Sonhos dos Jovens” faz parte do Nestlé Global Youth Initiative, que nasceu com o sucesso do Nestlé Needs Youth, desenvolvido em 2013 para contribuir com o combate ao desemprego entre os jovens na Europa. Na época, cerca de 11 mil jovens encontraram emprego e oportunidades de treinamento dentro do programa.