sábado, 29 de outubro de 2016

Missa de corpo presente do Cônego Jaime em Muaná




Familiares e amigos do cônego Jaime Barbosa Sidonio participaram da missa de corpo presente na Igreja matriz de São Francisco de Paula, presidida pelo bispo Dom Teodoro Mendes Tavares.


Na ocasião, muitas pessoas se emocionaram ao lembrarem-se da bonita trajetória do cônego Jaime que era uma muanense com orgulho e que sempre se lembrava de visitar sua terra. O sepultamento ocorreu logo após a celebração e foi acompanhado por um bom número de pessoas que rezavam pela alma do sacerdote.


Fonte: Blog O Muanense

Adalcinda Camarão: uma genuína muanense

Se existe uma mulher que enche os muanenses de orgulho, esta é Adalcinda Camarão. A Poetisa nascida na Flor do Marajó ganhou o mundo, é membro eterno da Academia Paraense de Letras, e morou por mais de 40 anos nos Estados Unidos, fazendo diversos trabalhos, desde professora de língua portuguesa para estrangeiros, até funcionária da embaixada brasileira em Washington.

 

Sua data de nascimento ela nunca se preocupou em revelar, porém é muito provável que tenha sido no mês de julho, e por isso o blog fará essa humilde homenagem a esta que foi e é uma das maiores personalidade do Marajó.

 

Certamente a poesia é o feminino que encontra no masculino do poema um casamento perfeito. União fértil da qual o lirismo é sempre o fruto maior. Quando o traço da poesia fecunda o espírito de uma mulher o resultado quase inevitável é a própria tradução de encanto. E tudo isso pode ser provado com o legado de Adalcinda.

Foi num reino todo singular que essa dama das letras nasceu. No reino absolutamente verde e misterioso da ilha das ilhas: o Marajó. Uma serena e acolhedora Muaná fez-se seu berço. A data? Ela nunca viu necessidade de revelar. Dizia apenas que tinha sido num mês de julho. Numa época outra. Num tempo bem mais melódico. Adalcinda Magno Camarão Luxardo foi uma das filhas do meio de João Evangelista de Carvalho Camarão e Camila de Brito Magno Camarão. 'Minha mãe era uma mulherzinha tão bonita', ela suspirava ao falar. E fazia questão de garantir: 'Meu pai também era um homem muito interessante'. Uma família grande: treze irmãos. Por parte materna, o orgulho de descender da célebre figura de Santa Helena Magno. O versificar parecia já vir como um fator de herança sangüínea.

 

VERSOS RASGADOS

O repertório de imagens ribeirinhas oferecido por Muaná e seus entornos se instalariam nas íris de Adalcinda e não demorariam a despertar a vontade de escrever. O que começaria a se materializar a partir de seus dez anos de idade. Vocação que a família, de início, não veria com bons olhos. Com um riso fugaz nos lábios, a autora chegou a revelar: 'Rasgavam todos os meus escritos. Meu irmão mais velho dizia que não queria uma mulher intelectual em casa'.

Veio o tempo de freqüentar o curso ginasial. Adalcinda e seus pais se mudaram para Belém. Como rezava a boa tradição da época, ela começou a cursar o grupo escolar com um objetivo já definido: tornar-se professora. Aquela era, por excelência, a profissão que as meninas bem encaminhadas deviam seguir. Décadas mais tarde, todavia, ela admitiria: 'Meus pais me queriam professora e assim aconteceu: eu me fiz professora. Um título apenas'.

 

FERTILIZAÇÃO

A faceta de poetisa começaria a ser fertilizada numa época em que a arte brasileira vivia os sopros do novo, mergulhava numa profunda reverência ao valor nacional. Ventos trazidos pela revolução estilística iniciada na semana de 1922, em São Paulo. Era o período da ebulição do modernismo. Os versos de Adalcinda, de algum modo, banharam-se nesse apelo. Floresce em suas aptidões um versificar em sintonia com esses novos ares. Um tom poético liberto do preciosismo do passado, mas fiel à melodia da palavra. Um modo sereno e, ao mesmo tempo, pungente de criar estrofes.

Em Belém, era efusivo o cenário literário. Adalcinda é um dos pioneiros toques femininos nos ciclos da intelectualidade local. A geração atuante a qual pertenceu, fez surgir na cidade uma considerável quantidade de revistas literárias. Foi justamente na redação de uma destas publicações, a célebre 'A Semana' que, aos dezesseis anos, conheceu o cineasta Líbero Luxardo. 'Um encontro casual. Eu costumava freqüentar a redação, cantava nas rodinhas de violão que eles faziam. Naquele dia, eu tinha ido buscar um magazine e nos encontramos'. A escritora e o homem das telas se casaram e tiveram um filho: Tom. 'Além de seu conhecido encantamento pelo cinema, Líbero também gostava muito de escrever. Aliás, ele tinha uma facilidade imensa para criar textos. Mal acabava de passear por um tema, já estava debruçado sobre outro'.

 

ACADEMIA

Em 1949, um fato marcante na trajetória da poeta. A despeito da pouca idade, Adalcinda é eleita para ocupar a cadeira de número 17 da Academia Paraense de Letras. Posto cujo pioneiro ocupante fora Felipe Patroni. Um feito notável. Sobretudo, pelo fato de que – após a também paraense Guilly Furtado – Adalcinda era uma das primeiras mulheres a preencher vaga em academias literárias no Brasil. Ela chegou a anteceder Raquel de Queiroz, a primeira na Academia Brasileira. Sua posse ocorreu no dia 25 de janeiro de 1950. 'Eu me recordo que estava muito nervosa. Achava que não ia conseguir fazer o discurso. Cheguei a pensar em não comparecer a cerimônia. Mas o Líbero, com toda sua calma, disse que eu não me preocupasse, que eu apenas fosse até lá e deixasse tudo transcorrer naturalmente.

Adalcinda acabaria fazendo com que seus ditos cruzassem várias trincheiras. Escreveu para rádio, teatro e para diversos jornais. Na década de 50, mudou-se para os Estados Unidos por conta de uma bolsa de estudos. No ano de 1960, instalou na Georgetown University o Departamento de Português, no qual lecionou Literatura do Brasil e de Portugal.

 

A última estrofe do viver de Adalcinda foi escrita em 17 de janeiro de 2005. Um adeus de quem fica. Como é comum acontecer aos eternos. As grandes poetas são, de fato, mulheres sem tempo certo no tempo. Mesmo que o tempo de hoje lhes traga desagrado. Antes de se tornar letra no horizonte, ela desabafou: 'Não gosto desses arranha-céus no centro da cidade'. Que doce contradição: hoje é a alma dessa rara paraense que arranha todos os céus. Quando o eterno encontra os dedos de uma dama, a única motivação que a escrita recebe é a de executar o belo. E é justamente por tudo isso que a melhor palavra para encerrar qualquer dito sobre Adalcinda Camarão é... beleza.

 

"Quando se nasce para ser eterno Morrer é uma especulação" (Adalcinda Camarão)

 

Fonte: Blog do Heider Nunes e Amazônia Jornal

Escritor muanense lança livro de poemas





O escritor muanense Sebastião Tavares Moraes lançou o seu livro de poemas chamado “Meninos Canoeiros e outros poemas” no dia 25 de outubro de 2016 no auditório do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS). 

O poeta continua vendendo exemplares da obra pelo valor de quinze reais. É muito gratificante saber que Muaná tem muitos artistas talentosos e que lutam para divulgar suas obras, Sebastião Tavares não teve apoio cultural, mas mesmo assim publicou sua obra, parabéns ao poeta.

Nestlé apoia jovens empreendedores muanenses


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O produtor Murilo Felipe Martins tem um brilho nos olhos quando fala do empreendimento iniciado aos 16 anos, quando arrendou uma área de 4 hectares de seus pais, no município de Muaná (PA), para explorar os açaizeiros nativos de uma forma rentável.



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Murilo Felipe, estudante e produtor de açaí (Foto: Marcos Credie)
Hoje, aos 23 anos, ele lembra que o pai chegou a dizer que produzir açaí era perda de 
tempo, mas sua persistência resultou numa área de 30 hectares, inclusive com barco próprio para escoar a produção.

 Murilo Felipe, que é universitário do curso de letras, produzirá neste ano 57,4 toneladas de açaí, quase o dobro das 29,4 toneladas produzidas no ano passado. No próximo ano pretende colher 84 toneladas.


A maior despesa do produtor é com a mão de obra para limpeza dos açaizeiros, a fim de impedir o avanço no mato. A adubação é natural, com os resíduos da floresta que as águas carregam para as margens dos rios. A colheita é feita com base na parceria ou sistema de meeiro.

Murilo, que aprendeu tudo na prática, é um dos doze jovens de Muaná selecionados para participar de um projeto desenvolvido no município pela Nestlé. “Com viés de aceleração de empreendedores locais no segmento de alimentação e nutrição, o objetivo é fomentar a geração de emprego e renda na Ilha de Marajó”, diz a empresa.
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Maikson Batista, biólogo e produtor de açaí (Foto: Marcos Credie)

O produtor de açaí Maikson Batista do Nascimento, 29 anos, também foi selecionado para o projeto. Ele começou na atividade em 2014, explorando 250 hectares de açaizeiros, numa fazenda de 645 hectares, onde trabalha com os pais e dois irmãos. Maikson, que é formando em biologia e trabalha em duas prefeituras da região, quer ter condições de se dedicar apenas à produção.

No programa, a Nestlé conta com a parceria do Centro Universitário do Pará (CESUPA), responsável pelos levantamentos de campo nas comunidades e seleção dos jovens. A consultoria Yunus Negócios Sociais, outra parceira do projeto, responde pela área de treinamento dos jovens, sobre como planejar para transformar as ideias em negócios, a fim de gerar emprego e renda.

 A multinacional explica que o programa “Nutrindo os Sonhos dos Jovens” faz parte do Nestlé Global Youth Initiative, que nasceu com o sucesso do Nestlé Needs Youth, desenvolvido em 2013 para contribuir com o combate ao desemprego entre os jovens na Europa. Na época, cerca de 11 mil jovens encontraram emprego e oportunidades de treinamento dentro do programa.